• Rotatividade e variação de emprego nas cidades da região norte do Rio Grande do Sul

     

     

    O Centro de Estudos e Pesquisas em Gestão de Pessoas – CEGEPE, da IMED Business School, apresenta com exclusividade o índice de rotatividade de pessoas em organizações na cidade de Passo Fundo e região, coletados no primeiro semestre de 2017. O objetivo desse índice é manter a sociedade atualizada sobre a taxa de desocupação da mão de obra, por setor de atuação. O CEGEPE pesquisa, analisa e acompanha as taxas de desemprego, suas causas e consequências para as empresas.

    Dentre os setores com maior rotatividade no Rio Grande do Sul, no primeiro semestre de 2017, estão: em primeiro lugar, o setor da agropecuária (12,6); seguido da construção civil (7,9); e do comércio (6,9). O mesmo panorama se reflete na região Sul do Brasil (9,9; 8,3; 6,9, respectivamente) e no Brasil (9,1; 7,6; 5,9, respectivamente), como mostra a Tabela 1.

     

    A Tabela 2 apresenta o índice de variação de emprego, que indica a diferença entre admissões e desligamentos, da região norte do RS. Nas cidades analisadas, o setor de extração mineral é o que apresenta maior variação negativa de empregos. Isso significa que no primeiro semestre de 2017, a extração mineral demitiu mais empregados do que contratou, com exceção de Erechim e Marau (índice de variação de emprego = 0,02 e 0,0, respectivamente). Já o setor de serviços foi o que mais contratou, em relação às demissões, exceto em Carazinho que teve um índice de -0,32.

    A equipe responsável pelo índice, ao conversar com empregados do setor de supermercado de Passo Fundo, percebeu que é característico das empresas de supermercado ter alta rotatividade de empregados, principalmente, em função dos fatores externos à organização, como o aumento de ofertas de emprego no mercado. A maioria dos desligamentos ocorre em função do interesse dos empregados, sendo que os principais motivos de alta rotatividade nos mercados são: busca por um salário melhor; tempo de trabalho na empresa (contratações e demissões em um curto período); e falta de oportunidade de crescimento.

    No segmento hoteleiro de Passo Fundo, a questão de desligamento ocorre por motivação de ambas às partes, tanto do empregado quanto da organização. Quando por parte do empregado as principais razões são o tipo de supervisão exercido sobre o pessoal; as oportunidades de crescimento oferecidas pela organização; busca de melhores salários; trabalhar aos finais de semana. Já por parte da empresa, os motivos são falta de disciplina ou mal comportamento dos empregados; falta de interesse dos empregados no trabalho; os empregados não se adaptam ao regime de horário oferecido.

    Como principal consequência do turnover para os profissionais, os entrevistados citaram que são os custos financeiros da rotatividade, devido ao fato da demissão, admissão e recrutamento de empregados. Porém, foram citadas consequências econômicas como perda de produtividade, sobrecarga dos empregados que permanecem na empresa, tempo gasto com treinamento frequente de novos trabalhadores e tensão entre os empregados. 

    A equipe responsável pelo índice é formada pela professora de Gestão de Pessoas, Dra. Shalimar Gallon, pela professora de Gestão de Pessoas, Me. Alessandra Costenaro Maciel, pela aluna de graduação em Administração da IMED, Larissa Nardes, pela graduada em Administração da IMED, Bárbara Walter, pelo graduado em Administração da IMED, Geovan Queiroz.